quinta-feira, 17 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

[ cronologia às avessas ]

"Eu te peço perdão por te amar de repente/ Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos" (Vinícius de Moraes)

terça-feira, 15 de março de 2011

[ pretextos ]


Fugaz. Atroz. Perspicaz.

Lento. Pausado. Acalentado.

Quantificado. Mensurado. Ponderado.

Eu, em você.
Nós, em mim.

Aproximado. Intocado. Percebido. Roubado.

Passado, importante.
Futuro, inevitável.

Hoje, jaz.





[ concluído ]

sábado, 12 de março de 2011

[ osho ]

"Não digo que o amor deveria ser negado, mas o amor não deveria vir primeiro. A consciência deveria vir primeiro. O amor precisa seguir como uma sombra." - (Osho)

quarta-feira, 9 de março de 2011

[ existência ]





"Sempre que houver uma questão de escolha, a cabeça não pode ser escolhida contra o coração. O coração é seu relacionamento com a existência e a cabeça é o seu relacionamento com a sociedade." (Osho)

[ época de mudar ]

"Sempre achei que as coisas se ajeitam de uma maneira ou de outra. Por bem ou por mal. O destino, a vida, as felizes e infelizes coincidências, arrumam uma forma de organizar as bagunças, limpar as sujeiras e colocar tudo na mais perfeita ordem. Peraí. Ordem? Que ordem? A vida é um caos completo. No meio dele a gente tenta ...se endireitar. Acho que a vida é isso: uma eterna busca pelo “endireitamento” das coisas. No fundo dessas coisas estão os nossos pedacinhos. Por cima delas nossos defeitos, que vão nos afogando, nos apertando até ficarmos sem jeito, sem graça, sem ar. Isso é aprendizado. Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero dar amor, afinal, é ele a grande essência da vida. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a andar na corda bamba. Quero perder o medo do imprevisível. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir."

[ Eu e uma vontade louca de mudar minha vida e apostar na tua. Ainda e por enquanto. ]

terça-feira, 8 de março de 2011

[ ansiedade ]

mas vai poassar.
só.
só isso.

segunda-feira, 7 de março de 2011

[ tia Lela ]

Aquele aperto de mão
Não foi adeus
A nossa separação
Não convenceu
Sim, seja tudo
Pelo amor de Deus
Você quer voltar
E eu gostei porque
Já estava louco pra ver você
Sei que vão falar mal
Por eu não cumprir
Uma jura que fiz
Antes de partir
Nesta história de amor
Todos são iguais
[ Até rei volta a sua
Palavra atrás ]
Confesso que não podia mais

quinta-feira, 3 de março de 2011

[ de malas prontas ]

A viagem vai ser maravilhosa, vou encontrar comigo lá longe, onde fiquei com o vento nas minhas "costas". Estou sentindo que tudo será diferente, que irei esquecer do tempo ruim, acizentado, dos sorrisos contidos e das lágrimas molhadas. Será tempo de cores, flores e sabores. Tudo muito vivo e vibrante, cheio de energia boa, positiva, de bons fluidos. Quero acordar para celebrar cada minuto que ficará eterno, efêmero em sua significância. Quero balançar as folhas nas árvores e sentir a brisa de um beijo demorado, com olhos bem fechados. Quero andar de mãos dadas por aí, quero ser livre no espaço que me cabe, sem ter pudor de estar feliz, puramente feliz.

É assim que me encontro. De malas prontas para ir buscar o que sempre quis para mim, e talvez não tivesse visto e percebido ainda.

Boa viagem, para mim e para você. Te encontro na próxima estação.
A da felicidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

[ alaúde ]

O ano de 2011 ainda vai começar. Obviamente porque vivemos em um país onde as coisas só ficam sérias depois do Carnaval - com inicial maiúscula, dada a propriedade semântica do evento.

Porém, o post de hoje, que vem inaugurando o ano de 2011 (neste tão modesto blog da vida privada), não vai se destinar a detalhar o Carnaval. Aliás, não vai descrever o Carnaval que está por chegar... pois, se eu for fazer alusão ao Carnaval que já festejo dentro de mim, posso dizer que todas as letras estão enfeitadas com confetes e serpentinas.

A palavra de ordem, então, será alaúde.

Antes, o significado:
Antigo instrumento de cordas dedilháveis, de origem oriental, com a caixa de ressonância sensivelmente abaulada, sem costilhas e em forma de meia pêra, e com a pá do cravelhame inclinada, formando ângulo quase reto com o braço longo; Escaler da nau; Pequena embarcação para a pesca.

Agora, a utilização numa frase:
E veio com sua alaúde para cantarolar o mar nos meus ouvidos.

É. É isso.

Hoje tudo ficou azul. O ar está passando mais leves pelos meus pulmões, e a emoção está oxigenando a razão. As dúvidas, os medos, as incertezas, os receios... tudo clareou. A música se fez verbo, personificou meu desejo.

E por falar em música... Consegue ouvir? Pare, e ouça. Eu posso ouvi-la em todo lugar. No vento... No ar... Na luz. Está ao nosso redor. A gente só precisa ouvir. Há música em tudo, em nada, no pensar, no calar, no olhar... e no tocar.

O meu cronômetro introjetado de segundos prolongados e horas que passam num piscar de olhos avisa que é tempo de ver o tempo passar, mesmo que ele não tenha pressa de passar.

É tempo de observar. E de se permitir também. Permitir-se em novas aventuras, encantadas de pensamentos outrora duvidáveis, mas que agora se fazem entender.

Vou seguir meus dias assim. Embalada pelo som da alaúde.


[ Observando o grão que é você na minha vida. ]