quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

[ esquentou ]

Faz calor. E borbulha tudo dentro de mim. A amada alma está fervendo. E meus olhos fulminam labaredas. Parece-me que o caos se instalou. A esperança de vida aquece a caldeira dos meus sonhos, que outrora eram leves como a brisa da aurora. Agora, não mais. Tudo esquentou. As pessoas de minha vida também esquentaram. Como disse, tudo fervilha. Hoje o vento não balançou meus cabelos. Eu até vi as folhas nas árvores ensaiarem sua dança, mas não escutei a melodia. O calor ensurdeceu minha sensibilidade. Fico me questionando o porquê deste mormaço não trazer a felicidade pueril dos dias comuns de verão... Talvez o verão tenha chegado diferente, como um menino do Rio. Será que me permiti demais? Ou permiti demais aos outros? Não sei. Sei que está tudo derretendo. E tenho muito medo que as lavas que de mim escorrem não tornem a avermelhar meu pulsar-vibrar novamente, e eternamente, como um "éter na mente".

PS.: Você sabe que escrevo pra você. Não deixe de conferir o tanto de você aqui.

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