
Silêncio. Silêncio que grita e extravasa. Silêncio que faz companhia, que é cúmplice da solidão tumultuada. Silêncio quando ainda é cedo, amor. Silêncio também quendo é tarde, e quando não há mais tempo.
Palavras. Palvras que são um moinho. Palavras vazias de tanto conteúdo, de tantos significados. Palavras que são números. E números que não conseguem contemplar as palavras.
Beleza. Beleza efêmera. Beleza sutil, que é transparente e bailarina. Ah, beleza. Aquela que não se vê, amor. Beleza de grandeza. E não mania de beleza. Essa delicada grandeza, com suave perfume. Uma beleza desconhecida, que revela, que se torna comum por ser singular.
Choro. Transbordar da alma. Choro de alegria, e de trsiteza. Tristeza que tem ausência de beleza. Choro que é riacho, que é mar, e que é córrego. Choro da triste senhora, choro do menino moleque. Choro de vitória, e choro de derrota.
Vida. Pulsando. Passando. Lembrando. Cantando. E também correndo. Sofrendo. E trazendo. Sem esquecer do sorrindo. Caindo. E esvaindo.
"Às vezes os meus dias são de par em par." (Cazuza)
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